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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Notícia de Hoje sobre a Dívida de Minas

Pessoal, apenas uma nota curta relacionada ao post anterior, escutei na CBN hoje e está sendo veiculado no Diário do Comércio que o governo acertou com o banco Crédit Suisse um empréstimo de 6,45 bilhões de reais. O estado pretende usar esse dinheiro para pagar sua dívida mais cara que é com a CEMIG, relatada pelo prof. Fabrício no post anterior, esse é um bom movimento. Ainda precisará de dinheiro e contará com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (a CBN citou Banco Mundial, não sei se os dois ou se apenas uma das informações procede). Esse é um movimento interessante já que o juros no resto do mundo são ainda bem mais baratos que os nossos por aqui. E que a dívida da CEMIG era corrigida pelo IGP-DI + mais juros reais de 8,18%. 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Polêmico Quantitative Easing

Os EUA quebram qualquer paradigma de livro-texto porque eles simplesmente têm um poder monetário quase incalculável sobre o resto do mundo... Em termos de expectativas sobre os demais agentes os EUA ancoram o resto do mundo. Mas isso é um track definido, quase uma profecia auto-realizável: de tanto se repetir que o mercado americano é o mais seguro ele fica mesmo o mais seguro, pois todos acreditam que é assim.

Alguém arrisca que qualquer agência do mercado de risco faria o downgrade dos títulos do tesouro americano?!

By assumption, os títulos americanos são sempre AAA+, independente do tropeço financeiro e fiscal que os EUA vier a tomar. Recentemete saiu a noticia de um espalhafatoso quantitative easing com o qual o presidente do BC Henrique Meirelles está preocupado com as possíveis consequências negativas para o Brasil.

A intenção é gerar mais liquidez aos mercados e retirar ainda os títulos podres em excesso, não sei se isso terá eficácia. A consequência certa é que isso que os EUA estão fazendo traz mais inflação. Mas quando?! De quê maneira?! Uma subida lenta e gradual?! Ou uma bomba-relógio para disparar bem mais na frente?!

Imagine que cada dólar emitido da economia americana não fica só lá, ele vêm pra cá pro Brasil, vai lá pra India, passa depois na Austrália, viaja de volta pro Canadá e aí volta para os Estados Unidos. Mais do que o Euro, os EUA manipulam uma verdadeira moeda mundial, a responsabilidade deles é supranacional. Essa valorização mundial de várias moedas (o câmbio supervalorizado de vários países) nada mais é do que uma inflação dos produtos do resto do mundo para os EUA importar... Os produtos do resto do mundo estão ficando mais caros para os norte-americanos.

Essa volta ao mundo que o dólar dá, faz com que a economia americana tenha uma certa resitência inflacionária (devido a um grande delay) e dividam o preço com o resto do mundo. Para ver isso, eu fiz uma breve comparação da inflação dos EUA com inflações da OCDE Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Desde 2004 a inflação nos Estados Unidos está um pouco mais alta do que a da OCDE (lembrando que os EUA também fazem parte da organização que possui principalmente países Europeus). O ano de 2010 é a exceção, mas ainda não acabou. O curioso é que na variação anual os índices americanos estão muito mais revoltos. Não sei se isso se deve a metodologia do índice IPC da OCDE e o norte-americano, mas tem uma parte que é devido ao mercado americano ser mais dinâmico do que os demais países desenvolvidos da OCDE.Fonte: No final do Post.

Paira sobre o mundo agora o fantasma da estagflação, será que ela virá a ocorrer?! Não acho que seja certeza absoluta uma maior inflação, o mundo anda um pouco mais resistente a preços, temos uma produção maior do que a da década de 70, os preços em geral são mais divulgados. Digamos que a tecnologia econômica para combatê-los melhorou um pouco (regime de metas). Outro ponto é que a internet estimula a concorrência de preços (qual seria o impacto da internet para segurar os preços? Ínfimos ou consideráveis 10% do índice de inflação?!)

Fonte: No final do Post.

Os Estados Unidos estão para a economia mundial tal como um elefante dentro de um ônibus público lotado, qualquer movimento que esse elefante faz tem de realocar todo mundo e incomoda muita gente, alguns terão que sair de seu lugar confortável para dar passagem ao elefante. O problema é que os vizinhos sofrem muito com o elefante, as vezes muito mais do que o próprio mamífero gigante.



Fonte dos gráficos de inflação: Nunca vi site tão confuso quanto esse do CPI americano, não é falta de informação, os americanos gostam de dar tanta, mas tanta, informação que deixam um incauto estrangeiro perdido. Mas estão aqui, from here: http://www.bls.gov/cpi/#tables

Os dados da OCDE são mais amigáveis e já consolidados, estão aqui, vindos do OECD Fact book. Esse banco aí ia só até 2008, para chegar até 2009 tive de usar um truque com os dados daqui: http://stats.oecd.org/index.aspx?querytype=view&queryname=221.

E o google public data (que está um pouco defasado mas é sempre uma boa)

Um elefante incomoda muita gente...
Dois elefantes incomodam, incomodam muito mais...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Economia Liberal no Desastre Ambiental do Golfo do México

Em resposta a um amigo que me enviou essa interessante matéria da Yahoo.Notícias sobre o desastre do Golfo do México, tomando a notícia de mote para acusar o livre mercado como responsável dos desastres ambintais, ressaltei minha seguinte opinião sobre o assunto:

Caro,

Nesse caso eu penso que a multa do governo of America deva ser BEM abusiva, a ponto de quebrar a British Oil. Pois isso serviria de exemplo para as outras empresas não descuidarem no trato ambiental e no seu risco.

Isso serviria inclusive para as outras empresas (inclusive nossa brazuca Petrobrás) ficarem muito espertas com o risco ambiental.

Digo mais: liberalismo não é igual a tudo pode, tudo é liberado, mas sim igual a um estado FORTE, aquele que não tem medo de punir SEVERAMENTE os desvios de conduta e os prejuízos à propriedade de terceiros (advindos do risco sistemático, que é aquele que pode ser minimizado). E nesse caso, o meio ambiente é patrimônio mundial e não da British, ela tem direito apenas de explorar o óleo, não o de poluir, matar os atuns, mergulhões e tartarugas.

Ademais, para concluir: se a British Oil é uma empresa esperta e com boa gerência ela tem um bom seguro para essas eventualidades, e um departamento de meio ambiente que deve estar doando até a última gota de sangue para ajudar a limpar o golfo e a sua imagem. E pra finalizar, nada melhor que o próprio mercado para punir essas barbeiragens ecológicas, dê uma olhada nas cotações das assões da British Petroil ( olhe o gráfico de de 3 meses e a queda após o acidente, desvalorização de mais de 20%!):

Queda no preços das Ações da British PetroleumSem mais me despeço.